VISÃO BREVE E MACRO ( a revisar)
Ontem assistindo pela TVT, um meio de comunicação alternativa, a
entrevista concedida pelo Presidente Lula andei refletindo sobre alguns
cuidados que o presidente dizia não ter tomado e se arrependido de não os ter
efetivado no que tange a Democratização da Mídia, ou, descentralização da mesma.
Cultura é a produção de um povo, caracterizando-o.
Cultura é tudo e como isso se relaciona com o Todo. Identificação do povo.
Produções que representam quem somos.
As Criações de espaços culturais agregam na perspectiva
de resistência, para que não seja perdida a cultura independente, da qual a
massa (ancorada pela mídia comercial) não se relaciona e fazendo então, com que
a cultura independente seja marginalizada, perdendo sua frequência e
autenticidade. Sendo assim, espaços que movimentam a cultura se potencializam
com a produção do povo.
Espaços de convivência para que a comunicação se expanda na troca, no olhar, nas interações, na expressão consistente e familiar na construção de cultura.
Espaços que fomentem a arte. Arte para todos, não
apenas centralizada no que uma mídia específica comercializa ou no que o Estado
focaliza suas permutas. Inúmeros projetos perdidos pela falta de verba,
rompimentos pela dificuldade na continuidade de um projeto artístico. Verba
está que politicamente com frequência é direcionada apenas para a hegemônica mídia, diminuindo e despotencializando a força da produção local, regional
e independente.
Cultura centralizada é referir-se a classes sociais,
quem terá acesso aquela produção no Centro da cidade? Espaços culturais nas
periferias afetam a quem? E será que estas produções periféricas também são
buscadas por quem está no centro?
A resistência é a forma de bater panela e deixar
que o barulho ecoe e atinja aos quatro cantos, movimentando, ligando e identificando-se com outras almas. A Arte do Norte ecoa no Sul. E vice-versa. Resistência e
ocupação de espaços.
Artista quer ser visto. Ele precisa ser visto.
Ocupar espaços para que a arte ecoe e leve sua diversidade. Abrir espaços para
a periferia ecoar no centro da cidade. Mas quem está no centro da cidade se
importa? Por que não?
5% dos brasileiros já entraram em um museu, 13%
frequentam cinemas. Cultura para quem?
Números baixos. E nossa cultura tão rica e ampla.
Por que essa economia não atinge a todos? Verifica-se aqui a falta de
ferramentas e políticas públicas sociais adequadas.
A cultura permeia a dimensão simbólica, voltada ao
campo das artes e linguagens. Também a dimensão de acesso, cidadania e direitos
e uma dimensão econômica. É agente de transformação em todos os âmbitos, porém uma economia que é ainda
é tão desconsiderada, privatizada e desvalorizada para o todo.
O papel fundamental do Estado é precisar reconhecer
a cultura como ponto estratégico econômico. A cultura tem sido um espaço de expansão
econômica com a produção cultural, e o grande mercado que atualmente gerencia
isso faz com que gere exclusão da diversidade e dos grupos. A Democratização do
acesso aos bens culturais e a produção é uma das chaves, e as políticas
públicas precisam intervir, regular e promover políticas que garantam com que a
Cultura seja um patrimônio em TODA a sociedade, e não apenas sob o foco de 6 famílias
no mundo, que dominam a mídia gerenciadora, e ainda estar na mão das grandes
empresas capitais.
O desenvolvimento do capital simbólico está
crescendo com plataformas digitais, e a ação cultural precisa da presença do
Estado, com a promoção e regulação desta, para a compreensão de que essas novas
ferramentas ajudam com quem grupos se organizem a margem do mercado produtor,
com os grandes meios de comunicação, e faça com que haja estímulos para o
florescimento do potencial sólido da cultura. Visto que atualmente, o grande
mercado monopolizado e não democrático invisibiliza inúmeros segmentos
culturais, não acessando a toda sociedade.
A Ausência do Estado brasileiro na formação de políticas
públicas nos gera vazio. Nos últimos anos, o Estado começou a ter presença com
a gestão de Gilberto Gil, as leis de incentivo, conferências e o crescimento da
percepção de que cultura é um direito de todos e é necessária a participação
popular.
Um exemplo do monopólio das plataformas digitais é
o que se vê na televisão brasileira, tendo em vista que em outros países da
América Latina como a Argentina e Uruguay, que a televisão se implementa a
partir da ação do estado, ou seja, se volta preferencialmente na produção
audiovisual a partir da ação do Estado, diferente do Brasil que se volta para a
televisão comercial dominadora e massiva.
Vemos leis de incentivo beneficiar grandes
empresas como bancos. Idealiza-se em um Estado que promova políticas para todos os
seguimentos sociais, não apenas para a matriz de Classe Média com as
iniciativas regadas a incentivos públicos, não contemplando todas as matrizes
sociais e etnológicas, ou seja, excludente.
Vemos um Estado mínimo sem políticas, e com iniciativas
privadas usando de renúncia fiscal para fazer seu próprio marketing, o que na
verdade reflete que esta política de apoio cultural é um valor agregado
de baixo custo e grande retorno social para as instituições privadas. Não
promovem cultura nenhuma e ainda reciclam a própria imagem. Troca de favores. O
Estado sem poder decisório.
PEC 150 (parada) – Sistema Nacional de Cultura. Política
de cultura com a ação conjunta da articulação de esferas federais, estaduais e
municipais, com adesão voluntária, e com a participação do governo público
junto da sociedade, ou seja, democratização.
Bares, baladas, teatros, cinemas. Qual a escala de
atendimento social? Estão voltados para uma população mínima e privilegiada.
Para o alcance de todos, precisa-se pensar no
entorno da cidade, cada bairro com sua organização geográfico- cultural local. Vemos de fato, as Secretarias mais como uma
fachada político-eleitoral do que de fato uma ação político-administrativa para
promover de fato a inserção cultural dos diferentes setores sociais.
Locais públicos. O famoso termo Camarotização.
Privatização dos espaços públicos, ou seja, a segregação de classes sociais, já
que uma minoria é privilegiada. Observa-se a falha na democracia.
A apropriação do público permeia entre mesas dos
restaurantes em vias de circulação, casas de bairros nobres que espalham câmeras
de monitoramento, seguranças e barreiras de abordagens nas entradas de casas e
condomínios e vai até shows pagos em locais públicos. Não vemos aqui a existência de um planejamento urbano
capaz de atender as necessidades locais reais deixando de lado interesses
eleitoreiros.
Visto
a incompetência do atual governo, que é assunto para outrora, por aqui fico.
Reflexos de Luz.



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